quarta-feira, 18 de junho de 2014

Entrevista: Os novos e tradicionais Movimentos Sociais.

Professor universitário e sociólogo, Jorge Barbosa concede uma breve entrevista para o Jornada Classista, e fala um pouco sobre alguns aspectos sociológicos sobre os movimentos sociais, temática que é seu atual objeto de pesquisa.

VANGUARDA CLASSISTA: Eles estão presentes nos mais diversificados discursos, criminalizados por uns, engrandecido por outros, e diante disso, o que poderíamos ou como poderíamos entender o que são os movimentos sociais?
JORGE BARBOSA: Se formos buscar um conceito mais clássico para definir movimentos sociais poderíamos afirmar que trata de uma ação coletiva que engloba, igualmente, uma ação conflitiva. No entanto, gosto de buscar uma perspectiva mais próximo de uma das referências no Brasil, Maria da Glória Gohn, que o coloca como um contra poder que poder pode ser opor a uma ordem de modelos e/ou estruturas estabelecidas, ou numa perspectiva diferenciada propor algo. Acho que a ideia de se opor ou propor são centrais hoje. Se pensarmos nos ciclistas que se reúnem para pedalar mostrando a importância de meios alternativos para mobilidade, vemos uma ação muito mais propositiva. O outro lado, podemos pensar os movimentos sociais mais consolidados do ponto de vista político e conceitual, a exemplo do sindicato, que numa relação de forças com seu empregador vê-se muitas vezes obrigado à greve, haja vista, que em muitos casos nessa desigualdade que vai se estabelecendo torna-se única saída para se tornar percebido. No contexto atual, o formato dessas organizações tendem a serem muitos e múltiplos quanto a sua concepção, só não podemos correr o risco de confundir ação de indivíduos (logo isolados) como representando uma ação coletiva, daí o risco da generalização .

VANGUARDA CLASSISTA: Movimentos como as Jornadas de Junho e Julho ocorridas em 2013, o #OcupeEstelita, MPL,  entre outras mobilizações trouxeram a tona uma nova realidade ou novas interpretações sobre os movimentos sociais. Na sua opinião o que há de divergências entre os Novos e os tradicionais movimentos sociais?
JORGE BARBOSA: Lembro que conversava com um amigo da filosofia e na ocasião nos perguntávamos se nada ia acontecer no momento atual de nossa sociedade. Questionávamos apatia de uma população que assistia e lia pela imprensa uma série de problemas que se repetem na história do Brasil – apesar de acreditar em avanços significativos - como promessas de melhoria do transporte público, o sonho de um sistema de saúde melhor, educação básica de qualidade. As pautas das ruas em Junho de 2013 eram as mais diversas, mas tinha uma essência: a necessidade e um cansaço de ouvir e viver mais do mesmo. Mas isto não surgiu do dia pra noite, também, não considero um modelo de gestão como responsável por isso. O que tínhamos antes, me refiro ao um passado próximo, uma pauta que regia os movimentos sociais na América Latina. A luta pela democracia e uma pauta por justiça social mais próxima aos modelos do socialismo empregado na antiga URSS, de certa forma influenciou os movimentos mais tradicionais. O fim desses modelos, num primeiro, dava a sensação de que não haveria mais pelo que lutar. No entanto, se antigos atores saem de cena, novos cenários vão se configurando a começar por novos movimentos e organizações que lutam por reconhecimento e por direitos que são constituídos numa ordem local. Então, o que podemos chamar de novos? O movimento LGBT que buscam o reconhecimento de direitos e mais respeito na sociedade, o MPL que tem inicio na Bahia e ganha dimensão nacional ao reivindicar pelo direito ao transporte público, gratuito e de qualidade e, mais recentemente o #OcupeEstelita – na busca da preservação e desenvolvimento responsável do espaço urbanos. A presença desses novos atores articulados com as novas mídias sociais tem criado uma nova forma de articulação – seja no plano local ou nacional - diferente do modelo tradicional. Conceitualmente é importante lembrar que muitos dos movimentos tradicionais se formalizaram ou tiveram o reconhecimento do Estado, enquanto grupos que representam uma categoria ou uma causa, neste sentido, contam com uma estrutura organizacional. Ao tratarmos dessa dicotomia é importante voltar ao argumento de Touraine (no livro “O Pós Socialismo”) que o espaço dos movimentos sociais é na democracia, na pluralidade de ideias e de pautas que surgem. Com as redes sociais torna-se muito rápido a construção dessas pautas.

VANGUARDA CLASSISTA: Como os movimentos sociais podem ser entendidos enquanto sujeitos ou forças políticas na sociedade brasileira e na construção de políticas públicas.
JORGE BARBOSA: Os movimentos sociais tradicionais e novos tem papel central num projeto de sociedade mais justa e igualitária. São estes movimentos que estão lutando (se opondo e propondo) alternativas a um modelo de economia que dissolver todos os direitos à lógica do consumo e do lucro. O #OcupeEstelita, por exemplo, nos faz pensar sobre a cidade de queremos e a que temos. Usando as mídias sociais é possível falar aos jovens das comunidades que a cidade ideal não é aquela que pensar em espaços de lazer e transporte público. Foi através do MPL que parte da população lembrou que vivem numa democracia e que podem usar desse princípio para buscarem algo que lhe é de direito. No campo mais especifico das políticas públicas é inegável a importância dos movimentos sociais. A preservação dos direitos trabalhistas (apesar das melhorias necessárias) os sindicatos tem atuação importante, o movimento negro na conquista de ações afirmativas, e mesmo o pouco que se tenha conquistado nos movimentos pelas luta da terra – sem esses movimentos nem esse pouco seria possível sem essa organização.

VANGUARDA CLASSISTA: Como o Estado deveria ou deve guiar suas relações em relação aos movimentos sociais? 
JORGE BARBOSA: Volto a usar o argumento de Touraine “Não existem movimentos sociais sem democracia” Esse deve ser o primeiro guia nas relações com o movimentos. Vê-los como inimigos é fechar as possibilidades de reivindicação, de construção de novas perspectivas e, principalmente, de conquistas sociais em todos os campos da vida social.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Movimento "Enfermagem na Rua" será homenageado pela Câmara Municipal do Recife



A Câmara Municipal do Recife, representada pelo seu presidente, Sr. Vicente André Gomes e  pelo vereador Sr. Almir Fernando irá homenagear na próxima sexta feira (30),a Semana da Enfermagem e os representantes do movimento "Enfermagem na Rua", Sr.ª Carmela Alencar e o Sr. Gilmar Júnior.

O Movimento "Enfermagem na Rua" surgiu no ano de 2013 a partir das mobilizações de centenas de profissionais da enfermagem contra a não votação do PL 2295/2000, que dispõe sobre as 30 horas de trabalho semanal para os trabalhadores da área, bem como a lentidão da tramitação do PL 4024/2009 que trata sobre o piso salarial da categoria. Atualmente o movimento vem ganhando mais adeptos e apoiadores e além de tais bandeiras de lutas, os enfermeiros também defendem a realização de concursos públicos no estado de Pernambuco, para evitar as famosas contratações temporárias, bem como a precarização das relações de trabalho que estão expostos.

E devido a sua crescente legitimidade dentro do campo da enfermagem, o movimento tem atraído todos os profissionais vinculados ao setor (auxiliares, técnicos, estudantes e enfermeiros). Diante disso, o Poder Legislativo do Recife, no intuito de fazer uma justa homenagem à Semana da Enfermagem, também irá reverenciar os representantes do "Enfermagem na Rua".

Segundo a enfermeira Carmela Alencar, que também é professora universitária e diretora do Sindicato dos Professores em Pernambuco - Sinpro/PE, esta homenagem tem um significado importante para os que lutam pela valorização profissional da enfermagem no estado, uma vez que todos estão vendo que as várias mobilizações, plenárias e piquetes organizados pelo "Enfermagem na Rua" estão trazendo efeitos satisfatórios para os trabalhadores, e foram por meio dessas iniciativas que as contradições tornaram-se públicas para os diversos setores da sociedade, incluindo parlamentares e gestores da saúde.

Selfie pelas 30 horas.
Nessa semana, o "Enfermagem na Rua" lançou a campanha "Selfie pelas 30 horas", onde diversos profissionais e apoiadores do movimento tiram fotos simbolizando as 30 horas para a enfermagem com os dedos e publicam em suas páginas nas redes sociais, junto com a hashtag: #30horasjá! 

Homenagem à Semana da Enfermagem:
Local: Plenário da Casa José Mariano (Câmara Municipal do Recife)
Endereço: Rua Princesa Isabel, 410, Boa Vista - Recife/PE
Data: 30 de Maio de 2014
Horário: 16 h.

Assembleia dos Professores da Rede Privada.


O Sinpro Pernambuco convoca os professores da rede privada de ensino para assembleia geral da categoria, que será realizada no próximo dia 02 de Junho, às 14h, na sede do Sindicato no Recife e nas subsedes de Caruaru, Limoeiro e Petrolina. A assembleia tem por objetivo é apresentar à categoria o cenário das negociações com o Sinepe.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Não existia combate à corrupção política antes do governo Lula


A corrupção ainda é um grave problema no Brasil porque o combate à corrupção ainda está em sua infância. Tem pouco mais de 10 anos.

Por Antonio Lassance*, no Correio do Brasil

É a partir do governo Lula que se cria a Controladoria Geral da União; a Polícia Federal multiplica seu efetivo e o número de operações; e as demissões de servidores envolvidos em ilícitos se tornam regra, e não exceção.

É bem verdade que, antes, já existiam a Polícia Federal, o Ministério Público e uma Corregedoria-Geral da União. Mas alguém conhece alguma estatística relevante dessa época? Não existe. O combate à corrupção no governo FHC é traço.

A única estatística mais polpuda daquela época é a do ex-procurador-geral da República de FHC, Geraldo Brindeiro, que, até 2001, tinha em suas gavetas mais de 4 mil processos parados – fato que lhe rendeu o apelido de “engavetador-geral da República”.

De 2003 a 2013, compreendendo os governos de Lula e Dilma, a expulsão de servidores acusados de corrupção quase dobrou, passando de 268, em 2003, para 528, em 2013.

Gráfico 1 – Servidores expulsos do serviço público (2003-2013)


Dados da CGU, disponíveis no Relatório de acompanhamento das punições expulsivas aplicadas a estatutários no âmbito da administração pública federal. 
(http://www.cgu.gov.br/Correicao/RelatoriosExpulsoes/Punicoes_2003-2013.pdf)

As operações da Polícia Federal saltaram de 9, em 2003, para mais de 200, a partir de 2008 (dados da Polícia Federal: http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas).

Gráfico 2 – Operações da Política Federal e número de servidores presos (2003-2012)


Fonte: dados da Polícia Federal, em gráfico produzido em estudo do Instituto Alvorada (http://institutoalvorada.org/transparencia-e-combate-a-corrupcao-nos-governos-lula-e-dilma/)

Antes de 2003, se os escândalos envolvessem políticos, aí é que não acontecia nada vezes nada. Apenas dois casos podem ser citados com algum destaque na atuação da PF.

O primeiro foi a prisão de Hildebrando Pascoal, em 1999. Hildebrando era deputado pelo então PFL (hoje DEM) no estado do Acre e acabou condenado por chefiar um grupo de extermínio. Ficou célebre pela sessão de tortura em que uma pessoa teve os olhos perfurados; as pernas, os braços e o pênis amputados com uma motosserra; e um prego cravado na cabeça.

O outro foi o caso Lunus, a operação da PF de março de 2002 que vasculhou a sede da construtora Lunus, de propriedade da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, então no PFL. Naquele ano, Roseana era candidata à Presidência da República e estava bem melhor posicionada nas pesquisas do que o candidato do PSDB, José Serra. A operação foi coroada de êxito: criou um escândalo que sepultou a candidatura de Roseana.

O PSDB, que se diz contra o aparelhamento do Estado para fins partidários, tinha à frente da PF o delegado Agílio Monteiro Filho, que se candidataria a deputado federal pelo PSDB no mesmo ano de 2002.

Não existia combate à corrupção política antes de 2003. Isso é coisa do Lula e dessa tal Dilma Rousseff, hoje acusados de fazerem pouco justamente por aqueles que não fizeram nada além de aparelharem o Estado para fins partidários.

*Antonio Lassance, é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política

FONTE: Portal Vermelho

Trabalhadores universitários debatem integração latino-americana


A participação do movimento sindical no fortalecimento da região e maior incidência na defesa de seus interesses internacionalmente é tema de seminário que a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) promove dias 22 e 23 de maio no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp), na capital paulista.

Na visão da confederação esse envolvimento dos trabalhadores é essencial para a integração latino-americana como processo fundamental para que os países da região tenham maior autonomia no cenário internacional e possam defender a sua soberania. Nesse sentido, a CNTU propõe o debate sobre integração dos trabalhadores de formação universitária, cujos desafios e dificuldades precisam também ser enfrentados com a aliança natural que deve haver entre os povos da região.

A programação começa às 9h de quinta-feira (22), com abertura oficial seguida de palestra, às 10h, do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães sobre O cenário geopolítico da América Latina e do mundo. A tarde terá participação do representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Felix Rígoli, sobre O processo de integração política e econômica da América Latina e os blocos econômicos, e das professoras Maria Helena Machado, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e Débora Gribov Novogrebelsky, da Associação de Docentes Universitários do Uruguai (Adur), às 16h, sobre Livre trânsito e imigração

A integração latino-americana sob a ótica sindical e dos trabalhadores abrirá os debates de sexta-feira (23), com palestra às 9h do dirigente da Frente Nacional dos Trabalhadores (FNT) da Nicarágua, Fredy Franco e do dirigente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Divanilton Pereira da Silva. A integração do ponto de vista dos trabalhadores universitários será debatida à tarde pelo representante do Plenário Intersindical de Trabalhadores e da Convenção Nacional de Trabalhadores (PIT-CNT) junto ao Mercosul, do Uruguai, José Luís Porto Carrasco, e pelo professor da Universidade de Brasília (UnB), Leonardo Cavalcanti.

Mais informações no site oficial da CNTU.
Fonte: Portal Vermelho

"Dia D" do Grito da Terra contará com mobilizações em todo o país


Nesta terça-feira (20), é o “Dia D” do Grito da Terra Brasil. A 20ª edição da maior ação de massa dos trabalhadores rurais contará com uma estratégia de mobilização diferenciada. Ao invés de realizar uma marcha na capital federal, serão realizados atos em todo o país, mobilizando entre 40 e 50 mil agricultores em todas as ações.

No entanto, as negociações com o governo federal continuam. A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) coordena uma Comissão Nacional de Negociação em Brasília, com cerca de 150 pessoas, entre elas representantes das 27 Federações Estaduais de Trabalhadores na Agricultura (Fetags).

Nesta segunda-feira (19), foi realizada uma audiência com a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti e negociações com áreas técnicas de alguns ministérios. A presidenta Dilma Rousseff deve receber a comissão para dar resposta à pauta de reivindicações do 20º Grito da Terra Brasil entre 20 e 22 de maio. Enquanto isso, os trabalhadores rurais seguem mobilizados.

“Esse é o 20º Grito da Terra Brasil, realizado ainda nas comemorações dos 50 anos da Contag e no Ano Internacional da Agricultura Familiar. Portanto, esperamos avançar ainda mais, coroando essa história de lutas e conquistas para o campo”, acredita Alberto Broch, presidente da Contag.

Pauta
A pauta de reivindicações, entregue à presidenta Dilma Rousseff em 3 de abril, conta com 23 pontos centrais, que tratam da reforma agrária, fortalecimento da agricultura familiar, meio ambiente, juventude e sucessão rural, assalariamento rural, Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), políticas sociais, relações internacionais e organização e enquadramento sindical.

Ao todo são mais de 300 reivindicações, entre elas: assentamento de 150 mil famílias; e um montante de R$ 51,4 bilhões para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar, sendo R$ 30 bilhões para crédito de investimento e custeio do Pronaf e R$ 21,4 para as demais políticas e programas.

Fonte: CTB

terça-feira, 13 de maio de 2014

1º Festival Cultural da Juventude: Amar e Mudar as Coisas.



No processo de construção do 15º Congresso Estadual e interligado às comemorações dos 30 anos de sua fundação, a União da Juventude Socialista (UJS) promove em Pernambuco o 1º Festival Cultural da Juventude. O evento irá reunir jovens de todo estado e será uma das programações do congresso da entidade.

A União da Juventude Socialista surgiu em 1984, e desde sua fundação é a maior referência do Brasil, no que tange a mobilização e a formação políticas de milhares de jovens, ao longo de toda sua história. Muitas das conquistas e vitórias do povo brasileiro tiveram a participação da militância e opinião da UJS. Não há como falar no direito ao "voto aos 16 anos" sem creditar a participação ativa da entidade, por exemplo.

E mesmo após três décadas de muita luta, a UJS permanece com seu espírito juvenil, revolucionário e mobilizador, encantando e formando a juventude brasileira para a luta política em todos os estados do país. Não é errado afirmar que, do "Fora Collor" ao Estatuto da Juventude, a organização sempre se fez presente na defesa da juventude e do povo brasileiro.

Diante desse clima, no próximo final de semana, (16, 17 e 18 de Maio) a UJS - Pernambuco realiza o seu 15º Congresso, visando reunir centenas de dirigentes oriundos de vários municípios pernambucanos, a fim de reafirmar as bandeiras históricas e os desafios políticos da juventude brasileira, atualizar suas pautas e eleger a nova direção estadual. E para sinalizar, o quanto o conjunto da sua militância está eufórica e com um crescente clima de alegria e unidade política, a entidade também promoverá o 1º Festival de Cultura da Juventude.

O festival será no bairro do Recife Antigo, em pleno Marco Zero, e terá uma programação composta por oficinas, debates e apresentações culturais. Todos estão convidados, pois o evento será gratuito ao público em geral.

1º Festival de Cultura da Juventude.
Data: 17 e 18 de Maio de 2014
Local: Marco Zero - Recife Antigo.
Programação:
  • Dia 17 de Maio

16h - Abertura do Evento
Debate sobre poesia com Cida Pedrosa;
Oficina de frevo com visita ao Passo do Frevo - Jonathan Carneiro, Kezia Giles e João Pedro.
17h - Oficina de malabares - Derick Rafael e Klarissa Faye 
19h - Shows:
 - A CRIA
- PLANO BASE
 - TANGA DE SEREIA
 - ACADEMIA DA BERLINDA
  • Dia 18 de Maio:

14h - Oficina de Embolada - Clécio Rimas 
Tenda Roda Cultural - Maracambuco
Oficina de Grafitti (Pontilhismo - AMAR E MUDAR AS COISAS) - Mario Bros. 
Reciclé'art - Felipe Azevedo, Kecinho Brito e Waleska Mendes 
Batalha de Break, Skate, Intervenção de Esportes, Oficina de Grafite e Tenda Roda Cultural.
16h - Shows:
- LOUCOS NORDESTINOS
- SAMBOSSA
- GALO DE SOUZA
- PAU PRA DAR EM DOIDO
- SEM PENEIRA PRA SUCO SUJO