sábado, 16 de julho de 2016

CTB PERNAMBUCO É RECONDUZIDA AO CONSELHO ESTADUAL DE JUVENTUDE


Na última sexta feira (15), a CTB PERNAMBUCO foi reconduzida para compor o colegiado do Conselho Estadual de Políticas Públicas de Juventude (CEPPJ). Representando a Central, foi eleito o sindicalista Jocimar Gonçalves, membro da direção do Sindicato dos Professores em Pernambuco.

Durante a eleição os participantes elegeram os componentes da sociedade civil que integrará a terceira turma de conselheiros. É válido pontuar que, desde a criação deste órgão institucional, a CTB PERNAMBUCO se fez presente ocupando a condição de membro titular do conselho, levantando as bandeiras da juventude trabalhadora e defendendo as pautas e as lutas gerais do sindicalismo classista neste espaço.

Fizeram parte do CEPPJ nas duas primeiras turmas, os sindicalistas, William Menezes e Wallace Melo Barbosa, ambos ligados ao movimento de educação no estado.

O Conselho Estadual de Políticas Públicas de Juventude é um órgão autônomo, colegiado, de caráter consultivo e deliberativo da Política Estadual de Juventude, integrante da estrutura básica da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude em Pernambuco. Dentre suas prerrogativas, destacam-sem a promoção do controle social das políticas públicas de juventude, a luta pelos direitos da juventude, a formulação de diretrizes da ação governamental, voltadas à promoção de políticas públicas de juventude, o fomento de estudos e pesquisas acerca da realidade socioeconômica juvenil e o fortalecimento da autonomia, organização e participação social da juventude em Pernambuco.

Na composição do conselho, figuram representações dos movimentos de juventude do estado, com a participação de jovens de todas as regiões de Pernambuco, além de membros do Poder Público estadual, numa composição paritária entre Estado e Sociedade Civil.

DOCUMENTÁRIO: ALANIR CARDOSO, O HERÓI VIVO DO POVO BRASILEIRO



A União da Juventude Socialista (UJS) homenageou em seu 16º Congresso estadual o presidente do PCdoB em Pernambuco, Alanir Cardoso. Dentre as falas de Luciana Santos, Marcelino Granja e tantos outros, a esposa de Alanir, Nevinha também deu um depoimento emocionante, assista!

CTB-PERNAMBUCO PARTICIPA DA CARAVANA POPULAR PELA DEMOCRACIA NO ESTADO


No início do mês de Julho, os setores que compõem a Frente Brasil Popular, organizaram uma grande caravana que percorreu por 12 municípios pernambucanos, realizando atividades políticas e culturais, a fim de denunciar o golpe e defender a ordem democrática no país, o retorno da presidente Dilma às atividades de chefe do Poder Executivo nacional e os direitos da classe trabalhadora.

Nesse roteiro de atividades participaram importantes movimentos sociais (do campo e da cidade) e sindicais, além de coletivos, fóruns e lideranças partidárias. Essa primeira etapa da Caravana Popular pela Democracia iniciou no dia 4 e terminou no dia 13 de julho, marcando a posição dos setores democráticos, progressistas e de esquerda nos principais municípios do Sertão, Agreste, Zona da Mata e Litoral.


E frente a esse conjunto de articulações e diálogo permanente com a sociedade, a CTB PERNAMBUCO se fez presente nos atos da Caravana, contribuindo com o debate acerca da conjuntura nacional e defendendo o restabelecimento da democracia e reafirmando que não podemos deixar que o país retroceda com a atual agenda de políticas neoliberais, posta pelos golpistas e pelo nosso parlamento conservador.

Encerramento da Caravana

No dia 13 de Julho (quarta-feira), as atividades da Caravana tiveram início com um grande ato político na cidade de Caruaru, que contou com a participação de vários movimentos sociais, sindicais e partidários, além do ex-presidente Lula, que após a passeata, também foi a um almoço promovido pelo MST no assentamento Normandia.

Após as atividades no agreste, a Caravana - ainda na quarta-feira - seguiu rumo ao Recife, para realizar o encerramento das atividades. Ainda contando com a participação de Lula, um ato político foi promovido que teve a presença de diversas organizações, como a CTB, CUT, MST, UNE, FETAPE,UBM, PT, PCdoB etc. e de parlamentares ligados às forças progressistas e de esquerda que atuam no estado.

Confira as cidades por onde a Caravana Popular Pela Democracia passou
Petrolina
Ouricuri
Salgueiro
Petrolândia
Serra Talhada
Afogados da Ingazeira
Arcoverde
Garanhuns
Surubim e Palmares
Caruaru
Recife

quarta-feira, 6 de julho de 2016

DESEMPREGO COMO TÁTICA DE COMBATE À VIOLÊNCIA


Por Wallace Melo Barbosa

A estratégia equivocada adotada pelo Grande Recife Consórcio de Transportes para reduzir o número de assaltos aos ônibus que circulam pela região metropolitana do Recife está deixando os pernambucanos mais inseguros.

Confesso que não compreendi a lógica apresentada. Revogar a função de cobrador e proibir a utilização do dinheiro em espécie nos coletivos, condicionando a utilização desses modais apenas àqueles que possuem o Vale Eletrônico Metropolitano (VEM) reduzirá a incidência de assaltos nos ônibus? Como assim? Retiram-se os cobradores e os assaltos serão reduzidos? Partindo desse raciocínio e cogitando uma não diminuição dos roubos nos coletivos, qual seria a próxima tática? Proibir os passageiros a utilizarem o transporte público? É bom lembrar que os usuários também sofrem com a violência dentro dos ônibus, mas essa questão, pelo visto não foi pautada na “fórmula” do Grande Recife.

De acordo com o sindicato dos rodoviários, de janeiro a junho houve aproximadamente 850 assaltos nos coletivos, desses, 415 foram notificados à Secretaria de Defesa Social (SDS), um número que, segundo as autoridades, já supera os casos ocorridos no ano passado, tomando por base o mesmo período.

E frente a tais constatações e ao clima de insegurança que assombra os cidadãos e cidadãs, as empresas de transporte urbano apresentam uma “saída mágica” para a questão baseada nos seguintes elementos: demissão dos trabalhadores (cobradores e cobradoras), proteção do seu patrimônio e maximização dos lucros. No que tange o primeiro ponto, falo por não acreditar no compromisso firmado pelo patronato em alocar seus funcionários em novas funções, capacitando-os para atuarem em outros setores da empresa. Sinceramente, esse discurso é pura utopia, pelo menos no âmbito da relação Capital e Trabalho.

Para além a esses engôdos, fico a me questionar sobre a opinião do Poder Público frente à resolução apresentada e pactuada pelo Grande Recife. Pois, nessa altura do campeonato, cabem aos órgãos estaduais – detentores constitucionais das prerrogativas acerca da segurança pública – a intervenção sobre esse debate enviesado a fim de impedir a materialização dessa lógica. Em nenhum momento o desemprego diminui a violência! O crime se combate com medidas enérgicas, preventivas e através de uma ampla inteligência investigativa.

E o combustível para esses caminhos são políticas públicas avançadas e que garantam, entre outras coisas, a estruturação do aparato policial (sobretudo na valorização profissional e na melhoria das condições de trabalho) celeridade judicial e uma reintegração social eficiente, efetiva e eficaz.

Cair nesses devaneios apresentados como possíveis soluções para a violência urbana é o mesmo que acreditar nas respostas “lombrosianas” da Itália no século XIX, ou seja, que o combate ao crime se estabeleceria a partir de fórmulas simples e deterministas. Mais do que nunca é preciso negar essas ilusões e nos colocarmos sempre numa posição questionadora e crítica a tais procedimentos mal arranjados, que escondem mais malícias do que soluções. Diante disso, nos resta desconstruir e enfrentar essas contradições e principalmente, lutar por uma cidade mais humana, democrática e livre do espectro maldito e cotidiano da violência.

terça-feira, 28 de junho de 2016

POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA, DEMOCRÁTICA E DE QUALIDADE!

Por Wallace Melo Barbosa

A atual quadra política do país vem exigindo muita militância e organização por parte das forças progressistas e democráticas brasileiras. O golpe consolidado contra à presidenta Dilma Rousseff e a ascensão do governo ilegítimo liderado pelo conspirador da república, Michel Temer, vem demonstrando que vamos passar por um momento de defensiva política, resistência e acúmulo de forças para derrotarmos o projeto de Estado que se apresenta e sobretudo, com forte apoio dos setores reacionários e elitistas, principalmente no Congresso Nacional.

Os cortes orçamentários na educação também é um aspecto notado pelos brasileiros nessas últimas semanas. Programas como Pronatec, Prouni e Fies estão em risco, assim como o investimento e a autonomia das universidades e institutos federais. A pauta privatizadora vem sendo reapresentada, tendo o ministro da educação Mendonça Filho (DEM) como um dos seus principais defensores.

Além dos programas que visam o acesso e a permanência de milhares de estudantes no ensino universitário, também estão em cheque a lei do Piso Nacional do Magistério Público e o próprio Plano Nacional de Educação, políticas que foram construídas a partir de muitas discussões, lutas e mobilizações por todo país.

Mais do que nunca, a conjuntura nos remete a plena defesa de um projeto educacional público, democrático, gratuito e de qualidade. Que forme cidadãos intelectualmente críticos, e profissionais que contribuam com o desenvolvimento do país. Retroceder no âmbito educacional implica em graves prejuízos ao povo e à soberania nacional.

Porém, outro aspecto que também devemos trazer a baila diz respeito às movimentações de determinados setores da sociedade em alguns estados, inclusive na região Nordeste, que almejam instituir a censura dentro das salas de aulas. Em Alagoas, por exemplo, os deputados estaduais aprovaram por unanimidade o projeto intitulado de “Escola Livre”, que prevê a neutralidade nas aulas, proibindo os profissionais da educação debater questões relacionadas à política, ideologia, gênero ou religião com os estudantes das escolas estaduais. A chamada lei da mordaça prevê sanções administrativas para os educadores que colocarem suas opiniões sobre fatos sociais e históricos, criminaliza práticas didáticas e interfere no fazer pedagógico, monitorando o discurso e o trabalho dos professores e professoras.

Uma realidade confusa e com sinais de retrocesso. Esse é o retrato do quadro educacional brasileiro, que não deixa de ser mais uma conseqüência das circunstâncias sociais que o país atravessa. Porém, não basta apenas fazer o diagnóstico da situação, é preciso lutar para transformá-la e colocar a política no rumo correto. Mais do que nunca, os movimentos sociais, a intelectualidade e os parlamentares comprometidos com a luta do povo devem se colocar como instrumentos estratégicos em defesa do Brasil.

Não podemos deixar que discussões de natureza conservadora e que impliquem em prejuízos ou precarização da atividade docente envenenem o nosso sistema educacional. Os parlamentos municipais e estaduais devem ser guardiões dos planos de educação (municipal, estadual e nacional) e trabalhar para que aumentemos os índices educacionais e avancemos no fortalecimento de escolas públicas estruturadas, com profissionais valorizados e sobretudo democráticas.

Diante disso, é importante reafirmar em nossas discussões sobre as cidades, o compromisso em pensar a educação como um elemento essencial ao desenvolvimento municipal, e isso implica na defesa dos programas sociais, na ampliação do acesso e permanência da nossa juventude nas escolas, cursos profissionalizantes e faculdades, além de sermos tribunos destacados na luta pela valorização dos professores e demais trabalhadores em educação. Uma construção válida e necessária aos dias que se avizinham.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

ACORDO DE PAZ NA COLÔMBIA: FARC E GOVERNO COLOMBIANO ENCERRAM O MAIOR E MAIS ANTIGO CONFLITO ARMADO DA AMERICA LATINA

Muito oportuno para este semestre que valorizemos o acordo de paz assinado nesta última quinta-feira (23) em Havana, entre o governo colombiano, na figura do presidente Juan Manuel Santos e a Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), lideradas por Timoleon Jimenez, também conhecido como "Timochenko". Um cessar-fogo definitivo que sinaliza um momento de esperança para o país e para toda comunidade latino americana.

Segundo o jornal El País, estamos diante do acordo dos acordos. Pois depois de mais de 50 anos de confrontos, atentados, mortes (aproximadamente 260 mil vítimas), desaparecimentos (45 mil pessoas) e milhões de pessoas deslocadas do país devido a essa “guerra”, aparenta-se que o conflito armado está chegando a um ponto final. O acordo de paz terá o grande potencial de trazer a paz ao povo colombiano, pois será por meio dessa articulação que se espera levar o desenvolvimento e a assistência estatal às áreas rurais da Colômbia (combate a violência e a criminalidade, sobretudo), oferecer aos guerrilheiros o retorno à vida civil - segundo as negociações, nenhum membro das Farc irá pagar pena de prisão pela guerrilha - e por fim integrar e institucionalizar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia ao cenário político do país.

Durante a cerimônia do acordo, estiveram presentes os presidentes de Cuba, Raúl Castro; do Chile, Michelle Bachelet; da Venezuela, Nicolás Maduro; do México, Penã Nieto; da República Dominicana, Danilo Medina e de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén. Além de representações da Noruega, Estados Unidos e do Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon.

Os governos de Cuba, Venezuela, Noruega e Chile foram protagonistas nesse processo de pacificação. E também é válido ressaltar a habilidade diplomática do presidente cubano Raúl Castro que se colocou como mediador e anfitrião dos encontros que já vinham acontecendo a mais de três anos e seis meses e que felizmente resultará nesse importante tratado de paz, que será assinado em terras colombianas.

O acordo que será assinado versa sobre os seguintes elementos:

1. Cessar-fogo (e das hostilidades) bilateral e definitivo; 
2. Desarmamento das Farc; 
3. Garantias de segurança e luta contra organizações criminosas responsáveis por homicídios e massacres ou que ameaçam defensores dos direitos humanos e movimentos sociais e políticos; 
4. Combate a condutas criminais que ameacem a construção da paz.

O acordo será importante também para livrar o país de outros conflitos, pois ainda existe na Colômbia a atuação do Exército de Libertação Nacional (ELN) e das organizações neoparamilitares, porém com o cessar-fogo assinado, acredita-se que a pacificação com esses grupos seja um pouco mais fácil.

Inegavelmente, um fato histórico, pois a América e o mundo estão prestes a presenciar o desarmamento das Farc e a sua instituição como uma força política na Colômbia, fator esse que poderá contribuir para a consolidação da democracia no país. As armas pertencentes às Farc serão entregues a Organização das Nações Unidas, que serão fundidas para se transformarem em três monumentos que homenageará esse momento histórico. Um será colocado na sede da ONU, outro em Cuba e o terceiro na Colômbia em um local acordado entre o governo e os guerrilheiros.

domingo, 1 de maio de 2016

01 DE MAIO: NOSSOS DIAS SERÃO DE LUTA


O dia 17 de abril, mais uma vez ficará marcado em nossa história pelo ataque das forças autoritárias contra os interesses populares. Foi nessa data, há 20 anos, que houve o sangrento Massacre de Eldorado dos Carajás, onde 19 trabalhadores rurais foram assassinados pela Polícia Militar do Pará. Porém, neste ano, também vamos registrar nas linhas histórica do País, um dia marcado pela emergência da demagogia e do golpismo perante a democracia.

Falo aqui do turbulento processo de votação, onde o povo brasileiro assistiu ao espetáculo midiático montado para a sessão parlamentar que decidiu pelo impeachment da presidenta Dilma na Câmara Federal, onde as motivações proferidas pelos deputados que se colocaram a favor do impedimento se deu, sob a égide do golpismo, do conservadorismo, do elitismo e, sobretudo, do sentimento antidemocrático. Um verdadeiro show da demagogia, capitaneado por Eduardo Cunha (PMDB), que presidiu a sessão, mesmo sendo réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de envio de grandes quantias de dinheiro para contas bancárias situadas em paraísos fiscais.

Um golpe de Estado materializado e em curso. É o que analisa a sociedade civil e o conjunto dos movimentos sociais sobre a atual conjuntura política nacional. Um cenário preocupante, que relega a segundo plano à democracia, os princípios constitucionais e que permite que o Brasil se submeta à agenda das forças conservadoras e autoritárias, que nunca aceitaram suas derrotas eleitorais e agora, querem tomar de assalto o poder político institucional, através de um golpe político, jurídico e midiático.

Não existem crimes contra a presidenta Dilma, portanto não há possibilidades de impedir o seu mandato e a única forma legal de ocupação do seu cargo é apenas pelas vias eleitorais e democráticas, que só ocorrerão em 2018. Contudo, os setores de direita, inconformados com o processo de transformações sociais ocorridos no Brasil ao longo da última década, se aproveitam do cenário de crise econômica internacional, para inviabilizar o governo federal e, disseminar o ódio na sociedade, acirrando a luta de classe e colocando o país em uma encruzilhada histórica.

Nesse contexto, entendo que o atual momento nos obriga a não apenas escolher um lado, e sim, tomarmos uma posição de resistência à ofensiva golpista, liderada por Eduardo Cunha e Michel Temer (ambos do PMDB). Precisamos nos somar aos demais lutadores e lutadoras do povo a fim de defendermos à democracia no Brasil, construirmos um projeto nacional de desenvolvimento e soberania, e por fim, afirmar, nos mais variados espaços, que discordamos do golpe e não aceitaremos o receituário que o PMDB vem apontando (denominado de Pontes para o Futuro) como solução para o país.

E em vista o contexto de mobilização e debates relacionados ao dia do Trabalhador, essas reflexões ganham mais relevância. O papel da classe trabalhadora na luta contra o golpe é central e estratégico, pois o país sofre o eminente risco de retroceder política e economicamente, em virtude do projeto neoliberal proposto pelos conspiradores do PMDB. Precisamos barrar tudo isso, pois o que está em jogo é a tentativa de uma reconstrução do Estado brasileiro, pautada pela diminuição das responsabilidades públicas, cortes orçamentários (principalmente sobre os programas sociais), demissões, mudanças na Constituição Federal, flexibilização das leis trabalhistas, desvalorização do salário mínimo, aumento do tempo de serviço para aposentadoria, possibilidade de desmonte do Mercosul etc.

No documento intitulado de Pontes para o Futuro, o PMDB apresenta o seu projeto de país, e um dos caminhos propostos seria o de “acabar com as vinculações constitucionais estabelecidas, como no caso dos gastos com saúde e com educação” (p.09). Além de empoderar o parlamento, para que arbitrem sobre os reajustes fiscais e salariais, tomando como referência apenas os seus critérios. Ou seja, será em nome da família, da tradição, de Deus e da grande propriedade, que nossos congressistas vão legislar e reformular o Estado.

Para os conspiradores e golpistas, a economia deverá ser apoiada expressamente “no investimento privado e nos ganhos de competitividade do setor externo, tanto do agronegócio, quanto do setor industrial” (p.17). Para eles, o Estado brasileiro terá que se ocupar apenas em “viabilizar a participação mais efetiva e predominante do setor privado na construção e operação de infraestrutura” (p.17). Assim o crescimento econômico se dará pela lógica do capital e a partir de “uma política de desenvolvimento centrada na iniciativa privada” (p.18).

Diante desse quadro político, os trabalhadores e trabalhadoras devem se colocar em uma posição de defesa dos direitos e resistência a ofensiva neoliberal. Não podemos permitir que haja uma desconstrução das leis trabalhistas e que as “convenções coletivas prevaleçam sobre as normas legais” (p.19). Não existe outro caminho se não a luta política. Nesse contexto, o 1º de maio ganha uma responsabilidade ainda maior, será o cenário para que as forças democráticas, progressistas e de esquerda, junto com o conjunto de movimentos sociais (sindicatos, estudantes, mulheres, negros, juventude, artistas, intelectuais, igrejas etc), acumulem forças e tomem as ruas. Nosso futuro está em jogo e não vamos permitir retrocessos! Não vai ter golpe! Vai ter Luta e com o povo na rua!

Por Wallace Melo - professor, mestre em ciências sociais e secretário de jovens trabalhadores da CTB/PE